quinta-feira, 10 de março de 2011

Casa Pátio 1 - 2008









Com a premissa de proporcionar um pátio como uma área de convívio, a residência está implantada perpendicularmente a entrada, criando um eixo e deixando uma dos espaços do lote para uso do pátio.

A estrutura principal da casa é de madeira Angelim, com fechamentos em placas de Painel Wall, as janelas são de madeira com veneziana nos dormitórios e caixilhos com vidro nas áreas de convívio. O piso é feito de assoalho de madeira sobreposto a placas de OSB, que tem função de isolante acústico e forro para o pavimento inferior. A cobertura plana, dividida em duas águas se dá por placas de OSB, cobertas por manta de impermeabilização termoplástica com caimento central.

A entrada ocorre pela biblioteca, que articula entre a área social e o escritório, onde ao mesmo tempo em que esse usufrui do espaço da biblioteca, pode ser fechado para maior privacidade. Ainda no pavimento térreo está o espaço de convívio, que comporta cozinha e estar, e fica entre dois pátios, o menor, próximo a cozinha e área de serviço enquanto o maior encontra-se ao lado oposto.

Esse pátio principal funciona como uma extensão da área de estar, devido aos amplos caixilhos em que se tem a possibilidade da abertura quase total, integrando o ambiente interno ao deque que segue o mesmo tratamento de piso, garantindo continuidade espacial e sensação de amplitude no estar, reforçados pelo pé-direito duplo do ambiente.

O acesso ao pavimento superior é feito por escada, que se localiza paralelamente a um dos panos de vidro que dividem a residência com o pátio. Nesse pavimento estão situadas as áreas intimas da residência, onde o dormitório do casal próximo ao espaço de estar e os dormitórios das crianças, que possuem portas articuladas do tipo “camarão”, possibilitando a abertura total entre eles, aumentando o espaço que antes seria destinado à circulação para ser uma área de integração entre os dormitórios.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cobertura para Quadra Poliesportiva - São Paulo 2007











Contar a história de um lugar utilizando uma linguagem atual não representa um desafio, e sim uma reflexão sobre o sistema construtivo empregado naquela época, sem distorcer a antiga forma da primeira cobertura existente, feita em madeira e concreto. Mas devemos também utilizar elementos construtivos do nosso período, como uma forma de marcar o ambiente para as gerações vindouras.
O local é relativamente fácil, mas a resposta não pode ser tão simples pelas próprias modificações dadas pelo problema. Se não ocorrer uma resposta coerente, o volume da cobertura torna-se um incômodo aos olhos do observador que a vê.
Ao mesmo tempo, temos a questão das árvores. Elas representam tanto um obstáculo quanto uma história viva do clube, com suas árvores centenárias, plantadas quando o clube foi fundado.
A solução foi criar a uma forma que dialogue com a cobertura da antiga quadra, inclusive utilizando o mesmo sistema estrutural de treliças, o que muda é o material utilizado, empregando o metal, marcando a nossa geração.
A cobertura pousa igual a uma ave no meio do parque, seu volume monumental é amenizado por utilizar painéis ora cheios, ora vazados, permitindo a integração da quadra com a vegetação do entorno, além de proporcionar iluminação, ventilação, e de atender o requisito mínimo do programa: cobrir um grande vão.
Enfim, a cobertura tem o propósito de criar uma sensação de abrigo, mas também de proporcionar uma idéia de liberdade.

Unidade de Apoio à Saúde - 5º Prêmio Nacional de Pré-Fabricado de Concreto para Estudantes de Arquitetura 2009 – IAB/SP-ABCP-ABCIC






- Menção honrosa

R2N (Rafael Rodrigues)

Denise Tedeschi

Gislaine Moura

Janisse de Paula Gomes

Katleen Minoda

Roberto Zocchio (orientação)

Arquimedes Costa (consultoria estrutural)


Propor um sistema pré-fabricado para unidades básicas de saúde visa contribuir para a necessidade de expansão desses equipamentos na cidade de São Paulo.

O serviço de saúde da capital atende de forma ineficiente cerca de 10,8 milhões de habitantes sendo que a maioria desta população está distribuída nos distritos que apresentam alto índice de problemas de saúde, localizados principalmente nas áreas periféricas.

Nesse contexto, o projeto será implantado em uma área resultante do processo de ocupação aleatório e desordenado, localizado na recente avenida de fundo de vale - Aguiar da Beira, distrito de Aricanduva, zona leste de São Paulo, com a presença das favelas Aguiar da Beira e Santo Eduardo como também do Centro Educacional Unificado – CEU Vila Formosa em suas proximidades.

O sistema proposto constitui-se de pórticos estruturais travados em sua fundação e contraventados pela laje duplo “T”, que facilita a passagem de instalações e dispensa o uso de forros, elementos indesejáveis no que se refere à assepsia, favorecendo ainda a ventilação cruzada entre os pátios e as salas.

Mais detalhes:

http://www.iabsp.org.br/concurso.asp?ID=115

quarta-feira, 2 de março de 2011

Centro Educacional Tecnológico Sé

Trabalho final de graduação - 2010.

Centro Tecnológico implantado na região central de São Paulo buscando atender a demanda dos bairros do entorno além de da possibilidade de ser âncora de um processo de transformação visando resgatar o caráter habitacional da região. Pela conformação histórica e física do local, buscou-se adequar a implantação a uma realidade cada vez mais constante em grandes metrópoles, onde os lotes são escassos e seu entorno denso, consequentemente o arquétipo de lotes generosos, volumes lineares e horizontais deveria ser rompido para uma nova tipologia que tire partido desses lotes de dimensões reduzidas - a consequente verticalização.

Tirando partido do fato que o lote esta voltado para três ruas, buscou-se manter a ideia de térreo permeável, onde o mesmo articulasse os distintos acessos das ruas perimetrais, exercendo assim a função de praça e chão público. Deste modo eleva-se o volume criando uma rua interna – um eixo de ligação entre a Rua da Glória e a Rua Cons. Furtado.